Aos 56 anos, Andrew estreia como escritor na autobiografia "Wham!: George Michael and Me". Na obra, ele fala sobre a amizade com George, que teve início na época de escola, quando tinham entre 12 e 13 anos, e dos anos de sucesso da dupla. A história ganha ainda mais tons nostálgicos por conta de uma seleção de fotografias raras que foram incluídas no livro.
Em "Wham!: George Michael and Me", Andrew conta que o parceiro de duo, quando adolescente, era esquisito, usava óculos, e tinha um sobrenome grego (Georgios Kyriacos Panayiotou) difícil de pronunciar. Todas estas características foram deixadas para trás, e sequer fazem sentido para muitos fãs de George que o pintam como um símbolo sexual e gay fundamental dos anos 1980.
No livro, Andrew explica que, no começo, a amizade entre os dois não dava nenhum sinal de ir para frente. Eles eram muito diferentes, mas a paixão pela música acabou por juntá-los. Compartilhavam a mesma admiração pelo Queen, Elton John e David Bowie. E assim a parceria musical dos dois teve início.
Antes de fundar o Wham!, Andrew e George tocaram numa banda chamada The Executive. O projeto não foi para a frente, e o fracasso fez com que os dois criassem o Wham!, que logo estourou com a faixa "Wham! Rap". Em questão de tempo, a dupla alcançou um enorme sucesso, começou a tocar em grandes estádios (no primeiro show em Wembley, George não havia completado 23 anos), aparecer em programas de TV, conceder entrevistas no rádio e a viajar para países estrangeiros, como a China.
Outro ponto que Andrew aborda na autobiografia é a sexualidade de George, que por muito tempo permaneceu desconhecida pelo público. Ele afirma que sabia que o amigo era gay há pelo menos 15 anos antes da notícia oficial ser confirmada. "Lembro que fiquei um pouco surpreso com a informação", contou Andrew. George decidiu falar com o amigo durante as gravações de "Club Tropicana".
Em entrevista para a rádio "Smooth", Andrew contou porque decidiu lançar o livro somente agora: "Queria homenagear George e apresentar uma parte da vida dele que muitos jovens da nova geração não sabiam que existia".
"Seu legado não podia ser definido pela sua morte. Minha ideia é mudar a perspectiva e mostrar ao mundo que ele era um cara muito vivo e cheio de energia", declarou ele.