terça-feira, 4 de abril de 2017

FÃS SÃO IMPEDIDOS DE VISITAR TÚMULO DE GEORGE

O funeral de George Michael aconteceu nesta semana, passados três meses da sua morte.

O cantor foi sepultado no cemitério de Highgate, em Londres, num funeral que teve acesso privado e que contou apenas com a presença dos seus familiares e de amigos mais próximos.

Porém, segundo a imprensa internacional, a privacidade vai permanecer, uma vez que o cemitério proibiu todas as visitas ao local onde o corpo de George Michael foi sepultado. A família não quer que este local se torne um ponto turístico.

Tegan and Sara homenageiam George Michael em estreia 'nervosa' no Brasil

No que depender da ex-roqueiras Tegan and Sara, o rock acabou. O show de estreia no Brasil das gêmeas canadenses não teve sequer uma guitarrinha para contar história. Foi nervoso no começo, catártico no fim (graças a "Boyfriend" e "Closer") para fãs ou curiosos.

"Vocês conhecem George Michael. Essa eu dedico a ele. Eu me inspirei nele para compor", disse Sara antes de "U-turn", citando o cantor inglês morto no ano passado. Foi a deixa para que duas bandeiras do movimento LGBT fossem empunhadas pelos fãs. No palco, elas retribuíram o carinho com duas bandeiras do Brasil. E algum carinho mútuo (eu juro que contei dois abraços!), o que é até que muito para os padrões delas.

George em entrevista animada!


A Blank on Blank publicou hoje mais uma entrevista histórica animada, desta vez a George Michael em 1986, meses depois da separação dos Wham!, numa conversa conduzida por Joe Smith.
"Daqui a 10 anos, posso mesmo ser uma grande estrela, em vez de apenas uma estrela. Embora metade de mim queira isso, há outra metade que tem medo porque acho que [o megaestrelato] não traz efeitos positivos nas vidas das pessoas". O cantor explica o fim dos Wham!, dupla que mantinha com o bem mais discreto Andrew Ridgeley. Para George Michael, manter os Wham! em simultâneo com a sua carreira a solo teria sido "uma farsa".
George Michael recorda a experiência dos Wham! terem sido os primeiros ocidentais a actuar na China comunista, em 1985, mas o cantor achou a experiência "opressiva", ao actuar para uma audiência de 13 mil espectadores sentados. "Quando queria que eles batessem palmas, não tinham a percepção de ritmo. Eu batia palmas e eles aplaudiam-nos". O cantor não gostou da austeridade das autoridades chinesas: "a primeira sensação foi de falhanço. Não havia modo de comunicarmos. Quando percebemos realmente o que se estava a passar [a proibição das pessoas em dançarem], fiquei furioso. Obviamente, estava a sentir na altura a responsabilidade de representar a minha geração do ocidente de uma forma positiva e a música pop de uma forma positiva". Mas depois, George Michael sentiu-se "traído" pela situação.
George Michael falou ainda da sua vontade de sexualizar mais a sua música. "Com 22 ou 23 anos, sou mais experiente sexualmente do que quando tinha 18 ou 19. Portanto, acho que chegou a altura de isso se traduzir na minha música", diz o cantor que no ano seguinte publicaria o controverso single 'I Want Your Sex', que faria parte do seu bem sucedido álbum de estreia a solo "Faith" (também editado em 1987).
A Blank on Blank já ilustrou com animação outras entrevistas históricas a figuras da música como Leonard Cohen, Stevie Wonder ou Lou Reed.